Sunday, January 25, 2009

Faxina!

Esses dias eu estava pensando (e só pensando!) em faxinar o meu quarto e analisei as milhares de besteirinhas que tenho que jogar fora (sou daquele tipo que guarda um monte de tralhas inúteis). Essa reflexão quase inútil me fez pensar nas coisas da minha vida que eu gostaria de jogar no lixo e despachar para o lixão mais longe de mim.
Se eu pudesse, daria um fim na minha ansiedade desmedida, na mania de roer unha e comprar brincos mesmo tendo trilhares nas minhas gavetinhas de bijoux. Também aboliria minha conta corrente no banco e o dinheiro reserva iria para debaixo do colchão. Nunca mais pegaria ônibus (muito menos lotado), não demoraria de 2 a 3 horas para chegar na minha casa e tornaria minha noite de sono mais longa. Mandaria para o espaço as pessoas idiotas com as quais tenho que conviver, aboliria meu estresse, meu cansaço e meu desânimo. Também fugiria da minha impulsividade, eterna indecisão, jeito de menininha e voz chorosa. Ah, claro que meus cabelos arrepiados seriam coisa do passado, espinhas nunca mais cresceriam nas minha bochechas e comer não seria algo digno de culpa. Teria muito mais horas para aproveitar, para estar junto do meu Princípe, dar risada e conversar. O dinheiro não seria tããão suado e a vida menos corrida.

Ai, ai. Será que a faxineira cobra muito caro para dar um jeito em tudo isso?

Thursday, January 01, 2009

Retrospectiva 2008


Para mim, o ano de 2008 foi muito bom. Um ano de muita felicidade com meu Princípe e os problemas de sempre com a família, mas com todo mundo bem de saúde e vivo, o que é mais importante. Profissionalmente, comecei com o pé direito: em janeiro, fui chamada para um estágio que eu queria muito. Depois dele, vieram mais dois em que estou atualmente. Eu, que chorei as pitangas em 2007 por não conseguir um emprego, estou feliz da vida agora que tenho dois.
Em 2008, peguei uma cachorrinha da rua, curei de vez uma infecção de urina que não me deixava em paz, fiz um documentário, chorei algumas vezes mas o número de risos e gargalhadas foi muito maior. Além disso, foi um ano em que me conheci melhor, superei os limites, passei por cima de defeitos e me vi capaz de ser uma pessoa melhor.
Espero que 2009 seja cheio de boas realizações, sucesso, saúde e muito, mas muito amor. Esse é o meu maior desejo: ser abençoada, em mais um ano, com as pessoas que amo ao meu lado. Porque no fim essa é a única coisa que realmente importa: o amor que damos e recebemos.

Feliz 2009 para todo mundo!

Tuesday, November 11, 2008

Futilidades... ou não?


Me lembro uma vez que meu Príncipe disse que ia comprar não-sei-o-quê e eu falei que ele estava gastando dinheiro com besteira. Ele respondeu: "Não é bobagem. É algo que eu quero e que posso comprar". Na época eu não trabalhava e por isso não o entendia. Hoje, que dou duro em dois estágios e faço faculdade à duas horas de distância da minha casa, eu o compreendo muitíssimo bem.
Eu me esforço pra caramba. Das minhas 24 horas diárias, 19 eu passo acordada. É uma rotina alucinante. E quando eu pego meu dinheiro, me sinto em pleno direito de gastá-lo do jeito que eu quiser. Não me interessa saber se fulano ou beltrano acha futilidade comprar uma sandália que custou uma fortuna, uma maquiagem que eu nem precisava tanto assim ou comer um lanche caro, só por gula. Porra, eu me ferrei o mês inteiro para ganhar meu salário! Deixe-me usá-lo em paz.
Hoje, eu concordo com o meu Príncipe. A vida não é feita apenas de dívidas sérias e coisas realmente necessárias. A gente também deve gastar com o que da prazer e alivia o estresse do dia-a-dia. Afinal, como disse um sábio que eu não me lembro o nome "Para que tanta preocupação se o teu destino é a morte?".

Tuesday, October 21, 2008

Descendo do salto


Eu sou uma mocinha muito bonitinha, mas toda a fofoletice vai para os ares com as minhas trapalhadas e falta de jeito. Eu sou muito imbecil. Muito mesmo.
No primeiro dia do meu novo estágio, eu fui toda bem arrumada. Botas de salto, cabelo ajeitado, etc. Quando estava saindo, tropecei e caí que nem merda no chão. O tombo foi tão feio que queriam até chamar uma ambulância. Eu me recompus e saí correndo, tendo que passar no mesmo lugar durante vário dias seguidos. Mico. Chimpanzé. King Kong. Chamem do que vocês quiserem. ¬¬
Esses dias, comprei uma sandália linda que me custou o ojos da cara. Já sabendo da força da gravidade que tem verdadeira paixão por mim e me faz beijar ao chão nas mais diversas situações, optei pelo salto plataforma, achando que me daria melhor. Elemental, caro Watson. Na única vez que eu a usei, quase caí tantas vezes que comecei ter vontade de chorar. No fim, ainda tive que escutar um infeliz dizer "Calma, gata, se você cair eu te pego no colo". Baaaaaaaaaaaahhhh.
É por isso que agora resolvi que me vou me aceitar e vou usar o que me é melhor. Saltos são lindos e elegantes, mas eu sou idiota demais para eles. O que fazer? Antes usar rasteirinhas do que levar rasteirinha do vento. Concorda?

Thursday, October 16, 2008

Ai, ai, ai


Recebi meu suado pagamento e decidi que ia começar a gastá-lo com objetos dos quais necessito muito: roupa íntima. Toda linda, saí do serviço e fui direto para a Marisa, disposta a gastar bem com artigos de primeira necessidade, né, gatas? Enfim, peguei uma centena de sutiãs e fui para o provador. Para a minha decepção, nenhum sutiã ficou bom; ou ficava pequeno, ou deixava com um formato estranho, enfim... Acabei não levando nada.
Isso, no entanto, não acontece só com sutiã. Parece que todas as roupas estão ficando menores. Calça tamanho 40 não é mais tamanho 40, é 36 e olhe lá! Saias, blusinhas, qualquer coisa, parece que encolheu. Enquanto isso, sapatos seguem na direção oposta: eu, com meu pézinho 34, só compro na Stilleto (cara!) porque não encontro sapato em outro lugar.
Talvez essa seja uma análise meio idiota, mas acho que só se fabricam roupas para magrelas do tamanho de girafas. Sofro para achar uma calça 40 que realmente seja 40, e depois tenho que mandar para costureira ajeitar a barra, que ficou enorme. Deve ser por isso que a anorexia acontece. Não que seja o principal motivo, mas algumas pessoas se desesperam ao não caber mais em seu tamanho usual. Eu, nem ligo. Meus quilinhos estão controladíssimos. Quem estão errados são os fabricantes. Bandos de loucos... Vai entender? =)

Tuesday, September 23, 2008

Qual o melhor lugar do mundo?


Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
(...)Paraíso se mudou para lá" (Marisa Monte - Vilarejo)


Toda vez que eu chego na minha casa e deito na minha cama, penso "Não existe um lugar melhor que esse no planeta todo!". Acho que todo mundo tem o que considera "o melhor lugar do mundo". A cama, o banheiro (tem gente que adora ficar no banheiro!), a cozinha, o quintal, a casa da amiga, o carro, enfim... Sempre há um local que é mais que confortável: nos traz paz de espírito e tranquilidade.
O dia é tão agitado. A gente faz tanta coisa que não gostaria de fazer. Engolimos tantos sapos, tanto choro, tanta coisa que gostariamos de escarrar sem a menor cerimônia. E depois de todo o estresse, depois de toda a agitação, pressão, cidade te engolindo, você chega naquele "oásis" e pensa "estou no céu!". Porque você realmente está. E todo o inferno do dia fica da porta pra fora.
"Não existe um lugar melhor do esse no planeta todo!"

"Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas pra sorte entrar...

Thursday, August 21, 2008

Eu deveria mudar meu nome?
Isso vai me fazer chegar mais longe?


Nesse 1 mês e 1 dia sem postar, fiquei pensando na vida "moderna" que estou levando, embalada pela música da Madonna (você vai no show? eu vou!) American Life.
Acordo cedo todo dia e vou para meu estágio. Fico lá o dia todo e quando saio vou direto para a faculdade. Chego em casa 00:20. Durmo. Acordo. E o dia seguinte é uma repetição do dia anterior. No sábado, tenho que acordar às 6 da manhã para o curso de inglês. E assim as coisas acontecem.

Esse tipo de vida moderna é para mim?
Esse tipo de vida moderna é de graça?


Não tenho tempo para ir no banco, nem para ir no médico, nem para qualquer outra coisa que eu queira, tipo fazer academia. A tarde de sábado e o domingo eu tiro para o meu namorado e para os meus trabalhos da faculdade. Com esse ritmo alucinante, eu percebi que para mim e para muitas outras pessoas, 24 horas não bastam.

Eu tentei ser a melhor
Mas acho que errei e é por isso que escrevi essa canção


Na vida, a gente tem momentos para se esforçar e momentos para aproveitar a bonanza, e acho que estou na fase de plantar o que quero colher mais para frente. No entanto, eu fico me perguntando até que ponto me faz bem não ter tempo para fazer as coisas que eu gosto. Até que ponto me faz bem não ter tempo para me cuidar, não ter como dormir direito, ter uma alimentação péssima, não ver as pessoas que amo, não brincar com minha cachorra nem ler um livro sem ser no ônibus. Até que ponto é certo relegar quase toda a minha vida agora por um sucesso que talvez nem venha?

Eu tentei estar a frente,
Eu tentei estar no topo
Eu tentei fazer o papel,
Mas de alguma forma eu esqueci
O por que que eu fiz tudo isso,
E porque eu queria mais
Esse tipo de vida moderna-
É pra mim?
Esse tipo de vida moderna-
É de graça?